água II

•Junho 16, 2009 • Deixe um comentário

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O trabalho extraordinário de Masaru Emoto é uma revelação surpreendente e é uma ferramenta poderosa que pode mudar nossas percepções e o mundo em que vivemos para sempre.

Temos evidências profundas de que  podemos nos curar  e podemos transformar  nosso planeta pelo pensamento  dependendo da maneira como colocamos estes pensamentos em ação.

água I

•Junho 15, 2009 • Deixe um comentário

A-173_30A água é a fonte de toda a vida na Terra,  a qualidade e a integridade são vitalmente importantes a todas as formas de vida.

A possibilidade de o pensamento afetar tudo o que nos cerca nos leva a repensar a própria condição humana.

essência

•Março 29, 2009 • Deixe um comentário

essencia

Somos folhas tortas, nascidas de cedros antigos, imperfeitos no olhar, mas mesmo assim foi eles que nos deram a vida.

Nossa Culpa

•Março 22, 2009 • 1 Comentário

culpa

A defesa da ecologia, o desenvolvimento sustentável e o investimento na área social são temas do   marketing comercial de alguns grupos empresariais e marcas famosas de domínio nacional e internacional.

O aumento das vendas é garantido pelos economistas, virou  sinônimo de elegância e simpatia,  marcas de cosméticos, empresas de medicamentos e outras  que investem parte dos seus lucros na alfabetização, na cultura dos adolescentes pobres, no   combate a fome do terceiro mundo e no desmatamento da Amazônia.

Os beneficiários desses investimentos são aqueles paises, como o Brasil, onde  ainda imperam a pobreza, a ignorância, a falta de investimentos descentes na área da saúde e da educação e cultura.

Isso toca a alma de nós humanos e de certa forma,  tira de nossas costas, a responsabilidade que temos para aqueles que não possuem o mínimo  necessário, ou ameniza nossa culpa, por desfrutarmos inclusive do supérfluo.

Ilusão, engodo da mídia comercial, muitas dessas empresas investem o mínimo dos seus lucros no desenvolvimento humano e recebem rios de dinheiro as custas da poluição ambiental que é patrimônio da humanidade, e ainda  gozam das benesses do financiamento do dinheiro público para seus investimentos,ou seja, os famintos e desnutridos patrocinam os grandes salários dos seus próprios carrascos executivos.

Nós somos responsáveis por tudo isso.

Somos culpados quando colocamos no poder político da Nação, criaturas ignóbeis para dirigir e manipular as leis e os recursos públicos, que beneficiam poucos e patrocinam a vergonha nacional.

Um pequeno exemplo dessa vergonha aconteceu em  janeiro deste ano de 2009, o senado brasileiro estava em férias, salas e gabinetes totalmente vazios, mesmo assim pagou  horas extras para funcionários fantasmas, foram 6,2 milhões de reais gastos.  Cifra que daria para fornecer 18.594 cestas básicas para os famintos, ou financiar milhares de  livros didáticos para nossas crianças.

Enquanto vemos as estatísticas da mortalidade infantil, do empobrecimento da nação, dos pequenos índices atingidos pela educação, enquanto  aplaudimos a esmola da iniciativa privada, bebemos nossa amarga cerveja no final de semana e brindamos por  dias melhores.

O alho e o bugalho

•Março 16, 2009 • Deixe um comentário

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Alho, Allium sativum, uma planta perene cujo bulbo (a “cabeça de alho”), composto por folhas escamiformes (os “dentes de alho”), é comestível e usado tanto como tempero como para fins medicinais

Chama-se bugalho a uma excrescência de forma arredondada que se forma em algumas espécies de árvores do gênero Quercus (carvalhos, sobreiros e azinheiras).

 

Nunca vi  um bugalho, mas dizem que são bem parecidos.  Por isso o dito popular “Não confunda alhos com bugalhos”.

É incrível como esse dito popular sempre está tão presente, desde sempre, no contexto da nossa sobrevivência neste planeta. Digo sobrevivência porque me causa grande pesar e algumas vezes certo cansaço,  deparar com argumentos vazios, completamente refratários ao conteúdo construtivo. Mas o que fazer se não conviver – isso é democracia – e democracia é soberania popular.   

O que  fazer por hora se não  rir .

 

 

sobre o carnaval de Monte Santo de Minas

•Fevereiro 28, 2009 • 11 Comentários

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O carnaval da inalterabilidade

 

Partindo da premissa  que para perpetuarmos a espécie humana necessitamos  da história e da cultura de um povo e que o carnaval utiliza  ingredientes  lúdicos e fabulosos como ferramentas  para transmiti-las  às platéias.

Digo que a  mais de trinta anos assisto ao mesmo   filme, nas ruas monte-santenses: a disputa das inúmeras penas e brilhos pendurados nas mesmas pessoas,  de forma bastante comum e inalterada no decorrer do tempo.

A vitória sempre é bilateral, cada troféu fica  guardado nos guetos familiares, nas conversas das comadres,  demarcadas por uma posição geográfica urbana.

Onde está  a contribuição do pagamento da dívida cultural popular?

Onde se encontra o passaporte cultural para a historia?

Podemos responder, cinicamente,  na concessão da permanência da classe de menor poder sócio-econômico em cultuar  o  brilho de seus senhores.

Já chegou a  hora das agremiações carnavalescas de Monte Santo se preocuparem em dar ao povo a sua contribuição cultural.

As pessoas merecem muito mais, no mínimo, o exercício mental de descobrir o novo, o contato com a informação.

O poder público investiu e inovou  na infraestrutura,  contribuiu financeiramente para com os blocos,    proporcionou  o conforto merecido para  a platéia, falta agora exigir dos dirigentes e carnavalescos  o pacto sócio-cultural  para a população.

Enquanto expectador  ai vai uma sugestão – um enredo, um tema para 2010, que seja inovador e veículo de conhecimento a nossa gente, caracterizado pela ousadia de colocar o novo na rua.

Fevereiros

•Fevereiro 13, 2009 • Deixe um comentário

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Me perco no

Rosnar da dor.

Destino humano.

Achar

O sentido do prazer.

Dias chuvosos.

Água espalhada no banheiro,

Descansar na sala sem sofá.

Me achar

E rachar de rir.

O destino me trouxe você

E você descansou em mim.

 

 

cabo chuva

•Janeiro 19, 2009 • 2 Comentários

tarde em Búzios

É esse o nome que dei a cidade de Cabo Frio, trancado no apart. por dois dias tive a oportunidade de traçar esse post e deu para sentir porque o nome “cabo frio”, até comprei uma blusa de lã. Por sinal, presente do marco que ficou penalizado de ver meus dentes baterem uns aos outros. Mas tirando o frio e a chuva, foram quatro dias de sol, com direito a bloqueador número 30, chapéu e guarda sol. Nesta vida tudo se aprende, jamais imaginei passar as quatro estações do ano em uma semana, no estado do Rio de Janeiro. Para sentar na praia 5,00, para ficar sob o guarda-sol + 10,00, para fazer pipi são 3,00 e para tomar banho de água doce é grátis, mas não acha em praia alguma um chuveiro  para tirar o sal do corpo. Ah… Para estacionar o carro na rua são 4,00.

Foram dias mágicos, Armação de Búzios é apaixonante, foi lá que curti o dia 7, dia em que Deus disse “hoje vai nascer “o cara””. Um pasto de degustação de frutos do mar, em um simpático arraial a beira mar. Lá comprei meu São Francisco que dei de presente a minha sala, meu local de trabalho. Falando em trabalho lembrei dos nativos cabo-frienses… Tudo lá funciona depois de horas… O Forte só abre para visitação depois das quatro da tarde,  a lanchonete fecha a tarde, a pizzaria só a noite e assim vai indo. Comentei com meus companheiros de viagem, que horas será que praia abre para os banhistas… Mas foram dias mágicos, até esquecemos que teríamos que sair da pousada no sábado ao meio dia, tivemos que fazer as malas e descer para portaria em 5 minutos, lembrados com ênfase pela recepcionista simpática como uma professora russa. Depois foi só ir para rodoviária trocar as passagens, pois compramos todas para o domingo. Mas foram dias mágicos…

 

apenas um causo

•Dezembro 14, 2008 • Deixe um comentário

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Chico do mato viveu no século passado, lá no canto das Minas Gerais, criatura polêmica, era admirado por uns e odiado por outros. Chico adorava comer carne de porco, nunca de boi, dizia que o boi era de Deus, morava com a mulher no bairro das Perobas, lugar distante da cidade e onde o progresso ainda não havia chegado, fora o trabalho o que mais gostava de fazer era ouvir sua vitrola. Eles não tinham filhos, diziam que Maria era maninha e não podia criar. Nos domingos lavava o pé com sabão de cinza, cortava as unhas e navalhava as barbas e o bigode, colocava água de cheiro, ia até o armário da cozinha, pegava de traz da panela de ferro de três pés o litro da cachaça de salinas, coisa preciosa que tinha ganhado de um antigo patrão. Tomava duas boas talagadas e guardava a preciosidade, colocava o disco bolachão do Cascatinha e Inhana e começava a sonhar. Sonhava com dias de chuva, de lavoura verde, pés carregados de café e o pasto cheio de gado. Só acordava quando a mulher o cutucava para o almoço. Em uma segunda-feira, era verão de 67, Chico acordou de mau jeito, 5 horas da manhã e o galo não havia cantado, pulou da cama de palha e foi lavar o rosto na bica do terreiro, passou pela cozinha, o fogão a lenha estava apagado, em 23 anos de casado nunca tinha acontecido tal pirraça, procurou pela mulher por 7 dias e 7 noites, percorreu toda redondeza, ninguém tinha visto nem rasto. A desgraçada havia levado todas as galinhas, dois porcos castrados, o cavalo e a égua, três garrotes e o que tinha de mantimentos, só ficou o cachorro vital. Chico ficou desolado, não entendia o feito, Maria era mulher de respeito, nunca queria ir à cidade, era devota de São Benedito, nunca falava alto. Aquilo só podia ser coisa do diabo. Foram anos difíceis, sem a mulher para ajudar na lida, parecia que a diaba tinha levado toda a sorte, teve chuva de vento e geada, as vacas que sobraram não pariram, até a queimada do vizinho entrou pelas terras lambendo quase todo o cafezal. Chico nunca mais foi à cidade, vivia apenas com a companhia do cachorro vital, tinha vergonha de olhar nas pessoas, não vendia nem comprava nada. Foi num dia de domingo santo que o compadre Bernardino entrou na cozinha de Chico, bateu nas suas costelas magras e disse “Chico, eu sei onde a Maria está”. O sofrido homem foi achar a mulher a três cidades adiante, ela trabalhava de lavadeira em um bordel e tinha um amigado preto de nome Benedito. Só depois de ter enfiado a faca no cabra até o cabo, lembrou que era o vendedor de santo que passava na roça. Maria ficou amarrada vendo o Chico matar o preto, de um só golpe cortou o pescoço da mulher. Chico foi preso dois dias depois, sentado na cadeira de sua cozinha, ainda sujo de sangue. O cachorro vital acompanhou seu dono ate a cadeia e lá na porta ficou ate sair seu caixão. Contam que até hoje a meninada da escola, leva a sobra da merenda para um velho cão, de nome vital, no portão do cemitério de uma pequena cidade das Minas Gerais.

Reflexão

•Dezembro 1, 2008 • Deixe um comentário

criacao_michelangelo

“… Sou o novo, sou o antigo

Sou o que não tem tempo

O que sempre esteve vivo

Mas nem sempre atento

O que nunca lhe fez falta

O que lhe atormenta e mata

Sou o certo, sou o errado

Sou o que divide

O que não tem duas partes

Na verdade existe …”

Mal necessário (Mauro Kwitko)

 

mesa de chá

•Novembro 16, 2008 • 3 Comentários

  

gota20em20vermelho

Ainda era madrugada

O velho ainda não dormia

Pensava no vento, na lanterna vermelha que tremulava na varanda

Presságio ! uma visita…

acender o fogo.

Encheu-se de ânimo,

cambaleou até o fogão a lenha.

As brasas adormeciam no frio.

Um sopro.

e uma chama abotoou no graveto de lenha

tempo, vento, vapor…

o coração doía, 

tirou a poeira do serviço de chá.

já era madrugada

e o velho ainda não dormia …

apenas uma xícara suja ficou esquecida na mesa.

 

 

Jardim do edem

•Novembro 14, 2008 • 2 Comentários

anjo

Palavras eram ditas, gestos eram declinados, ela não sentia, não ouvia, apenas olhava como se fossem apenas gestos, apenas palavras.

Alguma pessoa uma vez disse “cuidado com quem muito sofre, o sofrimento anestesia a alma”.

docilmente alguém falava que o tempo é o melhor remédio para todos os males. Com os olhos perdidos no teto, lembrava da maçã vermelha nas mãos sujas da menina marina. As unhas pretas de terra seguravam a fruta com tanta força… Levava aos dentes pequeninos, lascavam, mascavam, degustavam com tanta fúria e gozo que não existia nada no mundo que pudesse tolher aquela cena. Ela tinha olhos de girassol, ela tinha boca de beijo.

Por um momento o tempo parou, gargalhadas foram ouvidas, os olhos parados ainda continuavam no teto, reprovação e espanto,  o som do riso deu lugar a um berro lancinante que varria o silêncio da alcova.

Marina voou, voou… nunca mais voltou… quem encontrar é favor me avisar … ela é toda amarelinha …  o meu pobre passarinho.

às moscas

•Novembro 6, 2008 • Deixe um comentário

moscas

Para aqueles que pensaram que este modesto blog está às moscas, digo que não, apenas me encontro em estado de reflexão para uma próxima temporada de posts.

Me faltam idéias as vezes, mas nunca deixo de vir conferir minhas obras, o botica do anjo está bombando em média de 70 a 120 visitas por dia.

Me aguardem …

poema dos 3 meses

•Setembro 14, 2008 • Deixe um comentário

Muitas saudades contidas e vivas …

o dorso da língua te procura nas

noites que você nunca vem…

Olhos úmidos revelam  a distância

toda vez que vai embora.

Passo a contar os dias.

O desejo explode num gozo de todos os sentidos.

azul e verde

•Agosto 27, 2008 • Deixe um comentário

O bloco de anotações amarelo ao lado do telefone lembra-me a proximidade entre os convites e os endereços…

Porque não lembrar do amarelo solar, era noite?

 mas o brilho estava nos olhos dos amantes.

A    cueca cinza do outro lado da porta lembra-me a ausência de banhos e o corpo destituído e nu.

Hipnotizado  pelo desejo dos  viajantes o  vermelho encarna e entoa ruído indecifrável.

Os lençóis brancos em cima dos movimentos lembram-me a fusão do azul com o verde.

tempo, tempo, tempo…

agora o azul é só azul e o verde é só verde.

bons sonhos

•Agosto 18, 2008 • Deixe um comentário

tenha bons sonhos com a lua e ismael lô.

“não quero sonhar com a lua

quero sonhar com você

dormindo no meu peito

puro como um anjo  e tentador como um daimon…a me provocar”

 

a hora

•Agosto 12, 2008 • Deixe um comentário

…Cansa ser, sentir dói, pensar destruir.
Alheia a nós, em nós e fora,
Rui a hora, e tudo nela rui.
Inutilmente a alma o chora… (fernando pessoa)

 

a hora

rola na cadeira de reclinar

a  despedida

suporta a ausência

a mente nebulosa

dorme ao som da luz do metal

o sorriso complacente  ainda vive a espera da volta

os dias param de passar

esperam amordaçados na hora

 ora a hora nunca mais.

eu entendo sim – por Marcos Murta

•Agosto 2, 2008 • 1 Comentário

 “acontece que o desejo de não estar sozinho bate de repente. A gente quer sair. E foi  nesse lugar de desejar estar  junto que, me parece, aconteceu a metamorfose…” Rubem Alves

 eu entendo  sim

seu sentimento entrou

e mudou o que era solidão

o que era certeza

o que estava predestinado

seu sentimento teimoso…

seu sentimento chegou e inundou um coração árido

que quase morre afogado de emoção e que tem medo

medo de amar

medo de ser amado

medo da vida

medo de mim

como se fosse  proibido sentir

 

Pena

•Agosto 1, 2008 • 1 Comentário

perder de vista

apenas tocar na distância

não sentir  

tanto querer

você nunca vai entender.

 

noites úmidas

sentir a falta de ter

você nunca vai entender

 

roçar dos dedos e

ouvir a voz que enche o ar  

você nunca vai entender

 

acreditar no amanhã de ontem

e ver –se frente a frente  

nós

]você nunca vai entender.

 

que pena !!!

pena de nunca entender.  

 

A Bailarina

•Julho 20, 2008 • 2 Comentários

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Em 1881 quando Degas exibiu sua bailarina, foi um escândalo na sociedade parisiense, queriam manda-la pra o museu de zoologia ou de anomalias humanas, consideravam a escultura com olhar obsceno, o formato do rosto foi comparado aos piores bandidos e assassinos daquela época.

O artista levou para dentro dos salões de arte um espécime de olhar atrevido, moldado em cera e composto de  tecido e cabelo humano(materiais inéditos e considerados vulgares), retratava de forma crua,  uma jovem esquálida,  de aproximadamente 14 anos de feições não nobres.

O artista escandalizou quando mostrou de forma realista e nua a hipocrisia  dos poderosos que ao financiavam as artes dos  balés se beneficiavam com a prostituição infantil das bailarinas.

 127 anos depois no sul das Américas, crianças esquálidas, de semblantes morenos, com menos de 14 anos são leiloadas para satisfação do turismo sexual dos europeus. São  pequenas bailarinas e malabaristas de instrumentos torpes, são dançarinas da quadrilha  dos poderosos degenerados.

São nossas pequenas meninas, de olhares atrevidos.