manifestação de repudio para FORD
•Outubro 31, 2009 • Deixe um comentárioCARTA ENVIADA PARA FORD SEM RESPOSTA
Monte Santo de Minas, 31 de outubro 2009
Senhores
Durante meus 48 anos de idade,sempre adquiri carros da marca Volkswagen, em 23/03/2009, na esperança de estar comprando um automóvel diferente daqueles que já havia experimentado e acreditando que a FORD pudesse proporcionar melhor mecânica e tecnologia, resolvi comprar um carro Ford, modelo KA, zero Km, da concessionária Auto Oeste da cidade de Passos-MG.
Neste momento, estava fadado meu desatino, alheio as conseqüências que viriam acontecer e sem perceber estava entrando na pior fria de toda minha pequena experiência no ramo automobilístico. Nestes 7 meses de uso do referido carro, que foi fruto de minhas economias conquistadas com trabalho honesto, só tive desgostos. Por duas vezes necessitei de entrar em contato com o 0800 ford, para rebocar o carro da minha garagem por pane do circuito elétrico, da primeira vez após o conserto o mecânico da Ford de Passos –MG ,me disse que tinha providenciado uma recarga da bateria e não sabia o motivo que ocasionou a pane; da segunda vez em outra oficina autorizada, agora na cidade de Mococa –SP, o mecânico disse q havia trocado a bateria, que segundo ele, apresentava defeito de fábrica. Nas duas ocasiões durante o período que o carro estava “consertando” , perdi duas reuniões importantes de cunho profissional, sem contar o desgaste emocional de não poder contar com transporte próprio e ter que contratar serviços de taxi para outras necessidades rotineiras.
Quando imaginei que o pesadelo Ford II havia terminado e enfim iria poder desfrutar do uso do veiculo, mais uma vez afirmo, pago com recurso que foi fruto de um trabalho honesto, hoje sábado 31 de outubro, véspera de feriado prolongado, com viagem marcada para gozar a tranqüilidade merecida, mais uma vez a FORD não permitiu que isso pudesse acontecer, enfrentei mais uma vez os acontecimentos indigestos, da agora minha inseparável companheira pane do circuito elétrico, e o pior ainda, o 8007033673, não funciona também.
Imagino, é claro que não vai atender, pois os funcionários da montadora de veículos FORD e atendentes do 0800, devem estar gozando o feriado prolongado e merecido, transportados é claro por veículos saudáveis, que imagino, seja de marca diferente da FORD, o que me sobrou, apenas a companhia decadente de um carro “tetraplégico” que pela terceira vez me deixou a ver navios, e o relato agonizante de um idiota que caiu no conto da propaganda enganosa de uma industria automobilística.
Confesso aos senhores que nunca me senti tão desconsiderado e tão impotente diante de um fato, EXIJO MEU DIREITO DE CONSUMIDOR, QUERO UM CARRO NOVO OU MEU DINHEIRO DE VOLTA CORRIGIDO PELAS TAXA VIJENTES.
O que não posso é continuar perdendo oportunidades de lazer, horas de trabalho e o stress de ter sido enganado.
Atenciosamente à aqueles, que neste momento, não me deram a devida atenção.
Despeço 
robert mapplethorp
•Setembro 13, 2009 • Deixe um comentário
Sobre a leitura da biografia do fotógrafo americano Robert Mapplethorpe escrita por Patricia Morrisroe, jornalista do The New York Times/1997.
A autora nos leva a Nova York dos anos 70 e 80, relata sobre a vida conturbada deste artista (que não gostava de ser chamado de fotógrafo) e sua relação com as drogas e o mundo sadomasoquista gay. Morrisroe extrai de cada momento a essência crua dos acontecimentos, sem nenhuma referencia romântica, apenas os fatos na sua nudez jornalística.
Há muitas linhas literárias adotadas para escrever uma biografia, em algumas o autor mescla os fatos com conjeturas de caráter íntimo, muitas vezes por ter tido contato com o biografado, porém não é este o caso desta biógrafa.
O desenrolar da vida do artista e seus relacionamentos, nos faz repensar os significados de “anjo e demônio”. Marppletorpe autointitula-se como demônio, porém paradoxalmente este fato se traduz na inocente procura da sua própria identidade em conflito, o “bem – heterossexual e o mal – homossexual”, segundo era caracterizado a orientação sexual naquela época.
Nascido em berço católico viveu sua infância e parte da adolescência no modelo da virtude, chegou a tentar a carreira militar fazendo a sua existência adequada aos desejos dos pais.
Quando assume sua homossexualidade se perde em um emaranhado autopunitivo, materializado na suas fotografias sadomasoquistas. Nos relacionamentos amorosos, procurava sempre nos parceiros a figura materna/ paterna.


água II
•Junho 16, 2009 • Deixe um comentário
O trabalho extraordinário de Masaru Emoto é uma revelação surpreendente e é uma ferramenta poderosa que pode mudar nossas percepções e o mundo em que vivemos para sempre.
Temos evidências profundas de que podemos nos curar e podemos transformar nosso planeta pelo pensamento dependendo da maneira como colocamos estes pensamentos em ação.
água I
•Junho 15, 2009 • Deixe um comentário
A água é a fonte de toda a vida na Terra, a qualidade e a integridade são vitalmente importantes a todas as formas de vida.
A possibilidade de o pensamento afetar tudo o que nos cerca nos leva a repensar a própria condição humana.
essência
•Março 29, 2009 • 1 Comentário
Somos folhas tortas, nascidas de cedros antigos, imperfeitos no olhar, mas mesmo assim foi eles que nos deram a vida.
Nossa Culpa
•Março 22, 2009 • 1 Comentário
A defesa da ecologia, o desenvolvimento sustentável e o investimento na área social são temas do marketing comercial de alguns grupos empresariais e marcas famosas de domínio nacional e internacional.
O aumento das vendas é garantido pelos economistas, virou sinônimo de elegância e simpatia, marcas de cosméticos, empresas de medicamentos e outras que investem parte dos seus lucros na alfabetização, na cultura dos adolescentes pobres, no combate a fome do terceiro mundo e no desmatamento da Amazônia.
Os beneficiários desses investimentos são aqueles paises, como o Brasil, onde ainda imperam a pobreza, a ignorância, a falta de investimentos descentes na área da saúde e da educação e cultura.
Isso toca a alma de nós humanos e de certa forma, tira de nossas costas, a responsabilidade que temos para aqueles que não possuem o mínimo necessário, ou ameniza nossa culpa, por desfrutarmos inclusive do supérfluo.
Ilusão, engodo da mídia comercial, muitas dessas empresas investem o mínimo dos seus lucros no desenvolvimento humano e recebem rios de dinheiro as custas da poluição ambiental que é patrimônio da humanidade, e ainda gozam das benesses do financiamento do dinheiro público para seus investimentos,ou seja, os famintos e desnutridos patrocinam os grandes salários dos seus próprios carrascos executivos.
Nós somos responsáveis por tudo isso.
Somos culpados quando colocamos no poder político da Nação, criaturas ignóbeis para dirigir e manipular as leis e os recursos públicos, que beneficiam poucos e patrocinam a vergonha nacional.
Um pequeno exemplo dessa vergonha aconteceu em janeiro deste ano de 2009, o senado brasileiro estava em férias, salas e gabinetes totalmente vazios, mesmo assim pagou horas extras para funcionários fantasmas, foram 6,2 milhões de reais gastos. Cifra que daria para fornecer 18.594 cestas básicas para os famintos, ou financiar milhares de livros didáticos para nossas crianças.
Enquanto vemos as estatísticas da mortalidade infantil, do empobrecimento da nação, dos pequenos índices atingidos pela educação, enquanto aplaudimos a esmola da iniciativa privada, bebemos nossa amarga cerveja no final de semana e brindamos por dias melhores.
O alho e o bugalho
•Março 16, 2009 • Deixe um comentário
Alho, Allium sativum, uma planta perene cujo bulbo (a “cabeça de alho”), composto por folhas escamiformes (os “dentes de alho”), é comestível e usado tanto como tempero como para fins medicinais
Chama-se bugalho a uma excrescência de forma arredondada que se forma em algumas espécies de árvores do gênero Quercus (carvalhos, sobreiros e azinheiras).
Nunca vi um bugalho, mas dizem que são bem parecidos. Por isso o dito popular “Não confunda alhos com bugalhos”.
É incrível como esse dito popular sempre está tão presente, desde sempre, no contexto da nossa sobrevivência neste planeta. Digo sobrevivência porque me causa grande pesar e algumas vezes certo cansaço, deparar com argumentos vazios, completamente refratários ao conteúdo construtivo. Mas o que fazer se não conviver – isso é democracia – e democracia é soberania popular.
O que fazer por hora se não rir .
sobre o carnaval de Monte Santo de Minas
•Fevereiro 28, 2009 • 13 ComentáriosO carnaval da inalterabilidade
Partindo da premissa que para perpetuarmos a espécie humana necessitamos da história e da cultura de um povo e que o carnaval utiliza ingredientes lúdicos e fabulosos como ferramentas para transmiti-las às platéias.
Digo que a mais de trinta anos assisto ao mesmo filme, nas ruas monte-santenses: a disputa das inúmeras penas e brilhos pendurados nas mesmas pessoas, de forma bastante comum e inalterada no decorrer do tempo.
A vitória sempre é bilateral, cada troféu fica guardado nos guetos familiares, nas conversas das comadres, demarcadas por uma posição geográfica urbana.
Onde está a contribuição do pagamento da dívida cultural popular?
Onde se encontra o passaporte cultural para a historia?
Podemos responder, cinicamente, na concessão da permanência da classe de menor poder sócio-econômico em cultuar o brilho de seus senhores.
Já chegou a hora das agremiações carnavalescas de Monte Santo se preocuparem em dar ao povo a sua contribuição cultural.
As pessoas merecem muito mais, no mínimo, o exercício mental de descobrir o novo, o contato com a informação.
O poder público investiu e inovou na infraestrutura, contribuiu financeiramente para com os blocos, proporcionou o conforto merecido para a platéia, falta agora exigir dos dirigentes e carnavalescos o pacto sócio-cultural para a população.
Enquanto expectador ai vai uma sugestão – um enredo, um tema para 2010, que seja inovador e veículo de conhecimento a nossa gente, caracterizado pela ousadia de colocar o novo na rua.
Fevereiros
•Fevereiro 13, 2009 • Deixe um comentário
Me perco no
Rosnar da dor.
Destino humano.
Achar
O sentido do prazer.
Dias chuvosos.
Água espalhada no banheiro,
Descansar na sala sem sofá.
Me achar
E rachar de rir.
O destino me trouxe você
E você descansou em mim.
cabo chuva
•Janeiro 19, 2009 • 2 Comentários
É esse o nome que dei a cidade de Cabo Frio, trancado no apart. por dois dias tive a oportunidade de traçar esse post e deu para sentir porque o nome “cabo frio”, até comprei uma blusa de lã. Por sinal, presente do marco que ficou penalizado de ver meus dentes baterem uns aos outros. Mas tirando o frio e a chuva, foram quatro dias de sol, com direito a bloqueador número 30, chapéu e guarda sol. Nesta vida tudo se aprende, jamais imaginei passar as quatro estações do ano em uma semana, no estado do Rio de Janeiro. Para sentar na praia 5,00, para ficar sob o guarda-sol + 10,00, para fazer pipi são 3,00 e para tomar banho de água doce é grátis, mas não acha em praia alguma um chuveiro para tirar o sal do corpo. Ah… Para estacionar o carro na rua são 4,00.
Foram dias mágicos, Armação de Búzios é apaixonante, foi lá que curti o dia 7, dia em que Deus disse “hoje vai nascer “o cara””. Um pasto de degustação de frutos do mar, em um simpático arraial a beira mar. Lá comprei meu São Francisco que dei de presente a minha sala, meu local de trabalho. Falando em trabalho lembrei dos nativos cabo-frienses… Tudo lá funciona depois de horas… O Forte só abre para visitação depois das quatro da tarde, a lanchonete fecha a tarde, a pizzaria só a noite e assim vai indo. Comentei com meus companheiros de viagem, que horas será que praia abre para os banhistas… Mas foram dias mágicos, até esquecemos que teríamos que sair da pousada no sábado ao meio dia, tivemos que fazer as malas e descer para portaria em 5 minutos, lembrados com ênfase pela recepcionista simpática como uma professora russa. Depois foi só ir para rodoviária trocar as passagens, pois compramos todas para o domingo. Mas foram dias mágicos…
apenas um causo
•Dezembro 14, 2008 • Deixe um comentário
Chico do mato viveu no século passado, lá no canto das Minas Gerais, criatura polêmica, era admirado por uns e odiado por outros. Chico adorava comer carne de porco, nunca de boi, dizia que o boi era de Deus, morava com a mulher no bairro das Perobas, lugar distante da cidade e onde o progresso ainda não havia chegado, fora o trabalho o que mais gostava de fazer era ouvir sua vitrola. Eles não tinham filhos, diziam que Maria era maninha e não podia criar. Nos domingos lavava o pé com sabão de cinza, cortava as unhas e navalhava as barbas e o bigode, colocava água de cheiro, ia até o armário da cozinha, pegava de traz da panela de ferro de três pés o litro da cachaça de salinas, coisa preciosa que tinha ganhado de um antigo patrão. Tomava duas boas talagadas e guardava a preciosidade, colocava o disco bolachão do Cascatinha e Inhana e começava a sonhar. Sonhava com dias de chuva, de lavoura verde, pés carregados de café e o pasto cheio de gado. Só acordava quando a mulher o cutucava para o almoço. Em uma segunda-feira, era verão de 67, Chico acordou de mau jeito, 5 horas da manhã e o galo não havia cantado, pulou da cama de palha e foi lavar o rosto na bica do terreiro, passou pela cozinha, o fogão a lenha estava apagado, em 23 anos de casado nunca tinha acontecido tal pirraça, procurou pela mulher por 7 dias e 7 noites, percorreu toda redondeza, ninguém tinha visto nem rasto. A desgraçada havia levado todas as galinhas, dois porcos castrados, o cavalo e a égua, três garrotes e o que tinha de mantimentos, só ficou o cachorro vital. Chico ficou desolado, não entendia o feito, Maria era mulher de respeito, nunca queria ir à cidade, era devota de São Benedito, nunca falava alto. Aquilo só podia ser coisa do diabo. Foram anos difíceis, sem a mulher para ajudar na lida, parecia que a diaba tinha levado toda a sorte, teve chuva de vento e geada, as vacas que sobraram não pariram, até a queimada do vizinho entrou pelas terras lambendo quase todo o cafezal. Chico nunca mais foi à cidade, vivia apenas com a companhia do cachorro vital, tinha vergonha de olhar nas pessoas, não vendia nem comprava nada. Foi num dia de domingo santo que o compadre Bernardino entrou na cozinha de Chico, bateu nas suas costelas magras e disse “Chico, eu sei onde a Maria está”. O sofrido homem foi achar a mulher a três cidades adiante, ela trabalhava de lavadeira em um bordel e tinha um amigado preto de nome Benedito. Só depois de ter enfiado a faca no cabra até o cabo, lembrou que era o vendedor de santo que passava na roça. Maria ficou amarrada vendo o Chico matar o preto, de um só golpe cortou o pescoço da mulher. Chico foi preso dois dias depois, sentado na cadeira de sua cozinha, ainda sujo de sangue. O cachorro vital acompanhou seu dono ate a cadeia e lá na porta ficou ate sair seu caixão. Contam que até hoje a meninada da escola, leva a sobra da merenda para um velho cão, de nome vital, no portão do cemitério de uma pequena cidade das Minas Gerais.
Reflexão
•Dezembro 1, 2008 • Deixe um comentáriomesa de chá
•Novembro 16, 2008 • 3 Comentários
Ainda era madrugada
O velho ainda não dormia
Pensava no vento, na lanterna vermelha que tremulava na varanda
Presságio ! uma visita…
acender o fogo.
Encheu-se de ânimo,
cambaleou até o fogão a lenha.
As brasas adormeciam no frio.
Um sopro.
e uma chama abotoou no graveto de lenha
tempo, vento, vapor…
o coração doía,
tirou a poeira do serviço de chá.
já era madrugada
e o velho ainda não dormia …
apenas uma xícara suja ficou esquecida na mesa.
Jardim do edem
•Novembro 14, 2008 • 2 ComentáriosPalavras eram ditas, gestos eram declinados, ela não sentia, não ouvia, apenas olhava como se fossem apenas gestos, apenas palavras.
Alguma pessoa uma vez disse “cuidado com quem muito sofre, o sofrimento anestesia a alma”.
docilmente alguém falava que o tempo é o melhor remédio para todos os males. Com os olhos perdidos no teto, lembrava da maçã vermelha nas mãos sujas da menina marina. As unhas pretas de terra seguravam a fruta com tanta força… Levava aos dentes pequeninos, lascavam, mascavam, degustavam com tanta fúria e gozo que não existia nada no mundo que pudesse tolher aquela cena. Ela tinha olhos de girassol, ela tinha boca de beijo.
Por um momento o tempo parou, gargalhadas foram ouvidas, os olhos parados ainda continuavam no teto, reprovação e espanto, o som do riso deu lugar a um berro lancinante que varria o silêncio da alcova.
Marina voou, voou… nunca mais voltou… quem encontrar é favor me avisar … ela é toda amarelinha … o meu pobre passarinho.
às moscas
•Novembro 6, 2008 • Deixe um comentárioPara aqueles que pensaram que este modesto blog está às moscas, digo que não, apenas me encontro em estado de reflexão para uma próxima temporada de posts.
Me faltam idéias as vezes, mas nunca deixo de vir conferir minhas obras, o botica do anjo está bombando em média de 70 a 120 visitas por dia.
Me aguardem …
poema dos 3 meses
•Setembro 14, 2008 • Deixe um comentárioazul e verde
•Agosto 27, 2008 • Deixe um comentárioO bloco de anotações amarelo ao lado do telefone lembra-me a proximidade entre os convites e os endereços…
Porque não lembrar do amarelo solar, era noite?
mas o brilho estava nos olhos dos amantes.
A cueca cinza do outro lado da porta lembra-me a ausência de banhos e o corpo destituído e nu.
Hipnotizado pelo desejo dos viajantes o vermelho encarna e entoa ruído indecifrável.
Os lençóis brancos em cima dos movimentos lembram-me a fusão do azul com o verde.
tempo, tempo, tempo…
agora o azul é só azul e o verde é só verde.
bons sonhos
•Agosto 18, 2008 • 1 Comentárioa hora
•Agosto 12, 2008 • Deixe um comentário
…Cansa ser, sentir dói, pensar destruir.
Alheia a nós, em nós e fora,
Rui a hora, e tudo nela rui.
Inutilmente a alma o chora… (fernando pessoa)
a hora
rola na cadeira de reclinar
a despedida
suporta a ausência
a mente nebulosa
dorme ao som da luz do metal
o sorriso complacente ainda vive a espera da volta
os dias param de passar
esperam amordaçados na hora
ora a hora nunca mais.








