Previdência
Mesmo que ainda sejam mãos
Agradecem.
Mesmo esquecidas
Ainda prontas.
Pelo árduo trabalho, curvas, tortas e velhas,
Porém, acolchoadas com a sabedoria dos tempos.
Calos endurecidos pelas memórias velhas,
Brilham ao som do terço de perolas rotas.
Memórias novas são esquecidas
Guardando o rosto dos ingratos e imaturos governantes.
Feliz deles que não envelhecem nunca.
Apenas esquecem…
Um dia virá o tempo encharcado de ira
Que em roucas mãos trarão novos moços.

março 29, 2011 às 2:00 am
que é issooooooooooooooooooooo….. valeu muito…. mãos ato presente da vida em todos os momentos…. carinhos e acalantos…. dedicados a vida….
março 29, 2011 às 4:09 am
Poema cheio de musicalidade, energia, adorei a passagem “…Brilham ao som do terço de perolas rotas. Memórias novas são esquecidas…”
Muito bom!
Beijão!
Ana
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