Especial Marginal
“eis que esse anjo me disse apertando minha mão
com um sorriso entre dentes vai bicho
desafinar o coro dos contentes.”
jards macalé e torquato neto
Marginália II
Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha afliçãoE
Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu degredo
Pão seco de cada dia
Tropical melancolia
Negra solidão
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Ou láAqui, o Terceiro Mundo
Pede a bênção e vai dormir
Entre cascatas, palmeiras
Araçás e bananeiras
Ao canto da juritiAqui, meu pânico e glória
Aqui, meu laço e cadeia
Conheço bem minha história
Começa na lua cheia
E termina antes do fim
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Ou lá
Minha terra tem palmeiras
Onde sopra o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte
Olelê, lalá
A bomba explode lá fora
E agora, o que vou temer?
Oh, yes, nós temos banana
Até pra dar e vender
Olelê, lalá
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Ou lá
(Torquato Neto)


Baby,
Eu adoooro o Jards Macalé. Ele é amigo do meu pai.
E meu pai é sisudíssimo, do tipo que ninguém apelidou por absoluta falta de espaço, sabe como?
Daí ele liga, mais de 3h da matina, eu atendo e ele manda:
“Chama ai o Cacau. Diz que é o Macáu.”
Só um doido, com um comprimido efervescente na cabeça, pode chamar meu pai assim…
beijocas