Previdência

Mesmo que ainda sejam mãos

Agradecem.

Mesmo esquecidas

Ainda prontas.

Pelo árduo trabalho, curvas, tortas e velhas,

Porém, acolchoadas com a sabedoria dos tempos.

Calos endurecidos pelas memórias velhas,

Brilham ao som do terço de perolas rotas.

Memórias novas são esquecidas

Guardando o rosto dos ingratos e imaturos governantes.

Feliz deles que não envelhecem nunca.

Apenas esquecem…

Um dia virá o tempo encharcado  de ira

Que em roucas mãos trarão novos moços.

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2 Respostas to “Previdência”

  1. Ronnie Shanti Says:

    que é issooooooooooooooooooooo….. valeu muito…. mãos ato presente da vida em todos os momentos…. carinhos e acalantos…. dedicados a vida….

  2. Poema cheio de musicalidade, energia, adorei a passagem “…Brilham ao som do terço de perolas rotas. Memórias novas são esquecidas…”
    Muito bom!
    Beijão!
    Ana
    http://www.mineirasuai.wordpress.com
    http://www.castelodopoeta.blogspot.com

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