Archive for the poesia Category

Previdência

Posted in dores e oratorios, poesia on março 29, 2011 by Alan

Mesmo que ainda sejam mãos

Agradecem.

Mesmo esquecidas

Ainda prontas.

Pelo árduo trabalho, curvas, tortas e velhas,

Porém, acolchoadas com a sabedoria dos tempos.

Calos endurecidos pelas memórias velhas,

Brilham ao som do terço de perolas rotas.

Memórias novas são esquecidas

Guardando o rosto dos ingratos e imaturos governantes.

Feliz deles que não envelhecem nunca.

Apenas esquecem…

Um dia virá o tempo encharcado  de ira

Que em roucas mãos trarão novos moços.

TENTAÇÃO (Salete Gurgel)

Posted in poesia on dezembro 1, 2010 by Alan

Me arrasto.
Encosto.
Mal vejo.
Bocejo…

É quente,
saliente,
latente
o desejo…

Não quero.
Não posso.
É vero
o ensejo…

Disfarço.
Refaço.
Cansada,
revejo…

Ao sabor
da sorte
não luto,
velejo!

essência

Posted in angel delirius, poesia, sei lá entende on março 29, 2009 by Alan

Somos folhas tortas, nascidas de cedros antigos, imperfeitos no olhar, mas mesmo assim foi eles que nos deram a vida.

bons sonhos

Posted in artes do cotidiano, poesia on agosto 18, 2008 by Alan

tenha bons sonhos com a lua e ismael lô.

“não quero sonhar com a lua

quero sonhar com você

dormindo no meu peito

puro como um anjo  e tentador como um daimon…a me provocar”

 

a hora

Posted in artes do cotidiano, poesia on agosto 12, 2008 by Alan

…Cansa ser, sentir dói, pensar destruir.
Alheia a nós, em nós e fora,
Rui a hora, e tudo nela rui.
Inutilmente a alma o chora… (fernando pessoa)

 

a hora

rola na cadeira de reclinar

a  despedida

suporta a ausência

a mente nebulosa

dorme ao som da luz do metal

o sorriso complacente  ainda vive a espera da volta

os dias param de passar

esperam amordaçados na hora

 ora a hora nunca mais.

Pena

Posted in angel delirius, poesia on agosto 1, 2008 by Alan

perder de vista

apenas tocar na distância

não sentir  

tanto querer

você nunca vai entender.

 

noites úmidas

sentir a falta de ter

você nunca vai entender

 

roçar dos dedos e

ouvir a voz que enche o ar  

você nunca vai entender

 

acreditar no amanhã de ontem

e ver –se frente a frente  

nós

]você nunca vai entender.

 

que pena !!!

pena de nunca entender.  

 

Pesoa

Posted in frescura do anjo, poesia on julho 13, 2008 by Alan

 

A poesia é triste

A poesia existe.

Quando o poeta é feliz

A poesia peca.

Quando tudo arde de paixão

Sinto as palavras irem para longe.

Já dizia Pesoa

Só existe poesia na angústia

Desculpe-me poeta maior

Que morra a poesia

Estou feliz com meu amor